Edifício

Atividades

Publicações

O Museu Pio XII, no âmbito da missão desenvolvida pelo Instituto de História e Arte Cristãs (IHAC), reúne um conjunto de publicações que visa promover a inventariação, estudo e divulgação do espólio do Museu e da Arquidiocese de Braga.

Esta Fundação cultural da Arquidiocese de Braga, apoiada na extensão bracarense da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa e no Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo da Arquidiocese de Braga procura promover a inventariação, recolha, organização, conservação, restauro, estudo e investigação do Arquivo Arquidiocesano de Braga e dos valores artísticos e arqueológicos que são património da Igreja Arquidiocesana de Braga.

Ao mesmo tempo, colabora na conservação, enriquecimento e beneficiação dos Museus Pio XII e Medina.

Desde 2017 o Museu Pio XII tem promovido ainda uma coleção de publicações dedicadas a artistas contemporâneos.

Activities

Publications

The Pius XII Museum, in the context of the mission developed by the Institute of Christian History and Art (IHAC), brings together a set of publications that aim to promote cataloguing, studying and disseminating the Museum's legacy. This Cultural Foundation of the Archdiocese of Braga, supported in the extension of the Faculty of Theology of the Catholic University of Portugal and the Conciliar Seminary of São Pedro and São Paulo of the Archdiocese of Braga, aims to promote cataloguing, collecting, organising, conserving, restoring, studying and researching the Archdiocesan archive of Braga and the artistic and archaeological values that are a heritage of the Archdiocesan Church of Braga.

At the same time, it collaborates towards conserving, enriching and improving the Pius XII and Medina Museums.

Since 2017, the Pius XII Museum has also promoted a collection of publications dedicated to contemporary artists.

Edifício

O museu

Edifício

O Museu Pio XII encontra-se, desde a sua fundação, instalado no edifício do Seminário Conciliar de S. Pedro e São Paulo, que corresponde ao antigo Colégio de São Paulo, que a Companhia de Jesus assumiu entre 1560 e 1756.

A fundação deste colégio é atribuída a D. Diogo de Sousa, no ano de 1531.Servia ao ensino de humanidades. Três décadas após a fundação foi confiado aos Jesuítas, por D. Frei Bartolomeu dos Mártires. Dada a qualidade do ensino aí ministrado, o edifício tornou-se uma referência notável.

O colégio estendia-se ainda até ao lado ocidental do atual largo de São Paulo, ocupando todo o quarteirão com o edifício da Gramática Pública. Integrada no antigo colégio estava também a Torre de Santiago, uma das primitivas torres do circuito medieval, que se tornou na torre sineira do Colégio a partir de 1721.

O Colégio de São Paulo terá sido, durante quase dois séculos, um verdadeiro centro difusor de cultura para Braga e a sua região.

O cronista coevo Inácio José Peixoto confirma que terá atingido a cifra de dois milhares de alunos, em alguns anos letivos. Teve, pois, um alcance amplo. Os métodos educativos adotados pela Ratio Studiorum da Companhia de Jesus eram absolutamente inovadores para a época. Fomentava-se o espírito crítico e a capacidade de argumentação, recorrendo aos melhores manuais da época.

Exemplo deste ensino de excelência é Francisco Sanches, um dos mais ilustres bracarenses da história. Grande médico e filósofo, percursor de Bacon, Descartes e Pascal, tem uma estátua no Largo de S. João do Souto. Não foi Jesuíta, é certo, mas é ícone da importância que o Colégio de São Paulo teve na história da cultura de Braga e do mundo.

O edifício

O ano de 1756 foi, por isso, dramático para o ensino e a cultura em Braga. Num momento de grande tensão entre os jesuítas e o Marquês de Pombal, o polémico Arcebispo D. José de Bragança, adivinhando a cisão que aconteceria três anos mais tarde, expulsou os Jesuítas da cidade. Ocupado provisoriamente por religiosas franciscanas transferidas de Valença e Monção, o edifício serviu de casa às Ursulinas a partir de 1785. Esta ordem religiosa, fundada por Santa Ângela Merici, acabou por deixar o edifício algumas décadas após a extinção das ordens religiosas ocorrida em 1834. A partir de 1882 o antigo colégio passou a acolher o seminário arquidiocesano, transferido do seu primitivo edifício no Campo da Vinha. Com o advento da República, vai ser expropriado tendo-se tornado quartel militar do Regimento de Cavalaria 29. Em 1948 seria devolvido à Igreja, tendo sido residência de retornados entre 1975 e 1985 e novamente seminário, após profundas obras de reedificação. Desde 1957 acolhe o Museu Pio XII e desde 1984 o Museu Medina.

Além de ser sede do Seminário Conciliar de São Pedro e São Paulo, missão que retomou após a reabilitação do edifício, o edifício alberga o Museu Pio XII, assim como o Museu Medina.

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