Calvário

Atividades

Publicações

O Museu Pio XII, no âmbito da missão desenvolvida pelo Instituto de História e Arte Cristãs (IHAC), reúne um conjunto de publicações que visa promover a inventariação, estudo e divulgação do espólio do Museu e da Arquidiocese de Braga.

Esta Fundação cultural da Arquidiocese de Braga, apoiada na extensão bracarense da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa e no Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo da Arquidiocese de Braga procura promover a inventariação, recolha, organização, conservação, restauro, estudo e investigação do Arquivo Arquidiocesano de Braga e dos valores artísticos e arqueológicos que são património da Igreja Arquidiocesana de Braga.

Ao mesmo tempo, colabora na conservação, enriquecimento e beneficiação dos Museus Pio XII e Medina.

Desde 2017 o Museu Pio XII tem promovido ainda uma coleção de publicações dedicadas a artistas contemporâneos.

Activities

Publications

The Pius XII Museum, in the context of the mission developed by the Institute of Christian History and Art (IHAC), brings together a set of publications that aim to promote cataloguing, studying and disseminating the Museum's legacy. This Cultural Foundation of the Archdiocese of Braga, supported in the extension of the Faculty of Theology of the Catholic University of Portugal and the Conciliar Seminary of São Pedro and São Paulo of the Archdiocese of Braga, aims to promote cataloguing, collecting, organising, conserving, restoring, studying and researching the Archdiocesan archive of Braga and the artistic and archaeological values that are a heritage of the Archdiocesan Church of Braga.

At the same time, it collaborates towards conserving, enriching and improving the Pius XII and Medina Museums.

Since 2017, the Pius XII Museum has also promoted a collection of publications dedicated to contemporary artists.

Calvário

Este Calvário é uma peça de raro valor artístico pela perfeição e movimento das figuras, que traduzem bem expressivamente nas fisionomias e nos gestos, o drama da crucifixão e morte de Jesus. O conjunto está dentro de uma maquineta de abóbada de madeira, de costas também de madeira com uma pintura figurando Jerusalém e de três faces envidraçadas, cada uma com seu frontão em arco policromado e vermelho, verde e ouro, assentes em 4 pilastras estriadas e separados por duas pinhas douradas.

Consta de 3 cruzes erguidas, tendo a do centro, mais elevada e com duas escadas encostadas e um véu branco comprido, o corpo inerte de Jesus e as dos lados o corpo dos ladrões.

Jesus apresenta-se com o rosto virado para a direita e para o chão, o olhar projetado para o solo, cabeleira farta, caindo uma ampla madeixa sobre o ombro esquerdo; apresenta bigode; tem os joelhos fletidos e cada pé cravado com seu prego.

Os ladrões apresentam ambos corpete, camisa e calças muito coloridas, revestindo-se assim de um caráter muito popular. A volumetria deles é um pouco exagerada, na proporção com as dimensões de Jesus. Ambos estão presos à cruz, braços e pernas, por cordas.

Dois soldados estão um sobre cada uma das duas escadas que ladeiam Jesus. Usam turbante e vestes de cores vivas, avermelhadas. Parecem estar a dar o trabalho por concluído.

As restantes figuras, pequenas, em barro policromado de 0,09 a 0,15, representam Maria Santíssima e mais 4 mulheres, José de Arimateia e Nicodemos, soldados e Judeus. Têm por palco o calvário com uma caveira.

Interessante este apontamento teológico. A morte – que a caveira simboliza – põe-nos em comunhão com Jesus crucificado. Mas essa crucifixão é-nos benéfica: representa a vitória da vida sobre a morte. Então, se com Cristo morrermos, com Ele viveremos. Jesus venceu todos os inimigos, até o maior deles: a morte. Agora tudo aponta já para o “terceiro dia”.

Estamos perante um trabalho delicioso, barroco, muito expressivo, teatral. As vestes, à boa moda da época, têm grande dinamismo, abundância de folhagem, de voamento, de pregarias; os rostos falam, autenticamente; os gestos, os rostos, as fisionomias são de grande expressividade.

Uma bonita e bem conservada peça, do século XVIII. Escolhida para nos ajudar a sintonizar litúrgicamente com o dia 14 de setembro, dia em que se comemora a Exaltação da Santa Cruz!

Paulo Abreu

 

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